Mascote 2016

Novembro 8, 2009

Então tá… só eu estou considerando a escolha do Zé Carioca uma solução rápida típica de preguiça? Só eu estou achando estranho a utilização de um personagem com mais de 60 anos enquanto todos os paises sede criaram mascotes exclusivos? Ok. Lanço aqui um convite. Ilustradores, desenhistas e artistas, profissionais e, principalmente, amadores, vamos mostrar que não temos preguiça!

Vou divulgar os desenhos e ideias de quem estiver a fim de provar que o brasileiro é criativo e não precisa de um personagem criado há 60 anos. É só mandar no meu e-mail, que está ali no botão de Contato.


Zé Carioca como mascote das olimpíadas 2016?

Novembro 8, 2009

Segundo várias agências de notícias, o presidente da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), Wagner Victer, sugeriu ao amigo/prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, escolher Zé Carioca como mascote das olimpíadas 2016. A infeliz declaração já gerou manifestações. Algumas vozes se levantaram para apoiar a idéia, que me parece tão absurda que nem me dei ao trabalho de analisar os argumentos… Dos que são contra, há os que levantam a bandeira do politicamente correto, dizendo que Zé Carioca é um personagem de caráter questionável e que essa é uma imagem que não se quer atribuir ao Rio de Janeiro. Outros, aparentemente pragmáticos, dizem que seria muito caro pagar royalties à Disney para utilizar o personagem. O problema que vejo é um pouco diferente: Se até para escolher o mascote, os caras já estão apelando para personagens já criados (atalho espertinho que nenhuma outra nação tomou quando sediou as olimpíadas), que dirá de tantas outras decisões que eles terão pela frente? Que meia dúzia de limítrofes defendam a escolha de Zé Carioca como mascote das olimpíadas 2016 é até compreensível… que autoridades como o prefeito do Rio de Janeiro apoiem esse tipo de ideia já é outra conversa…

ze-carioca1


A capa de Cira e o Velho – quase lá, quase lá…

Novembro 2, 2009

Não se compra um livro pela capa?

Talvez. Mesmo assim, é importante que o livro tenha uma capa, se não bonita, pelo menos correta na apresentação de conteúdo. Estou quase lá… quase cheguei na capa que acredito ser bonita. Mas tenho duas opções… igualmente satisfatórias…

Por isso, vou pedir mais uma vez a ajuda da galera. Por favor, votem:

Capa 1capa de cira_4

 

e capa 2:

capa de cira_5

Conto com seus votos. Valeu!


The Surrogates ou Os Substitutos

Novembro 2, 2009

ATENÇÃO: Este post está cheio de spoilers. Leia por sua conta e risco!

 

Se você ouviu falar de “The Surrogates” (Substitutos) apenas como o novo filme de ação e efeitos especiais estrelado por Bruce Willis e que não tem sido bem recebido pela crítica especializada (http://www.omelete.com.br/cine/100022947/Critica__Substitutos.aspx  http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-substitutos/ http://cinema.cineclick.uol.com.br/criticas/ficha/filme/substitutos/id/2279 http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7491&id_filme=6079&aba=critica), preste atenção, pois você pode estar deixando passar a oportunidade de curtir uma boa história. Não a do filme, claro… 

“The Surrogates”, originalmente, é uma graphic novel. Foi escrita por Robert Venditti e desenhada por Brett Weldele. Na história original, que ocorre em 2054, quase todos os adultos trancam-se na segurança de suas casas e operam robôs através de aparelhos que ligam suas mentes às máquinas. Assim, eles experimentam os estímulos do ambiente a que os robôs são expostos, sem se preocuparem com ferimentos ou doenças. Uma versão hardcore do Second Life. Entretanto, a destruição inusitada de um casal desses robôs leva o detetive Harvey Greer a se envolver numa conspiração que envolve o criador dos robôs e o líder religioso de uma comunidade que renega a utilização dos ”substitutos”.

Se, nos quadrinhos, o detetive luta para evitar o desligamento de todos os robôs e uma consequente mudança no confortável modo de vida que eles proporcionam, no filme, Bruce Willis tenta a todo custo evitar que um aparelho que tem a estranha capacidade de matar os operadores dos substitutos seja utilizado para exterminar quase toda a população mundial. Um exagero sem pé nem cabeça. Afinal, o vilão da história nada mais é do que o criador dos robôs (eu avisei que tinha spoilers).  Ele está desgostoso com sua responsabilidade na criação de uma apatia coletiva. ”Oras bolas”, pensa o velho. “Não aguento mais ver essa galera deixando de viver suas vidas e fazendo isso através de uma máquina. Vou desligar as máquinas? Não, vou matar todo mundo!” A típica falta de sutileza Hollywoodiana que não faz o menor sentido. Eles tentam nos fazer acreditar que sua psicopatia é resultado do assassinato recente de seu filho. Tá bom…

Outra diferença entre a obra original e a adapatação é a relação entre o detetive e sua esposa. Nos quadrinhos, ela não passa de uma mulher que não consegue enfrentar o avanço da idade e o declínio natural de seu corpo. Afinal, os substitutos são lindos e não envelhecem. Se algo desagrada, não precisa passar pelo desconforto e perigo de uma cirurgia plástica. Leve seu robô a um centro de update e melhore o que quiser. No filme, para justificar o amor incondicional do detetive por sua esposa, resolveram limpar a barra dela. Para que ela não parecesse tão superficial, inventaram uma bela cicatriz, provocada por um acidente de carro. Nesse acidente o filho do casal morreu. Assim, ao invés de simples viciados em vida virtual, temos um casal amargurado por uma experiência traumática e um defeito físico real. É a fraqueza humana precisando de uma justificativa. Ainal, heróis precisam de situações radicais para abandonarem sua natureza nobre…

O personagem Profeta, que tem importância fundamental no desenrolar da trama nos quadrinhos, no filme não passa de um personagem desinteressante, mal explicado e irritante. Na tentativa de criarem uma ironia, os roteiristas apelaram para a fórmula mais manjada e revelaram, lá perto do final do filme, que o Profeta e seus dois seguranças também são robôs. Isso acontece dentro de um gueto onde o ódio aos substitutos chega à paranóia.

Existem vários outros detalhes que desabonam o filme. Meu conselho: não perca seu tempo. Se acha que a sinopse daria uma boa história, saiba que já deu e que você pode conferi-la em português, numa edição da Devir. Vá a uma livraria ou comic shop e curta. O filme? É quase um substituto… mas muito defeituoso.

surrogates


Y – o último homem

Outubro 24, 2009

Quem nunca viu aquela cena clichê em que a mulher esbraveja para o cara: “Eu não transaria com você nem que fosse o último homem sobre a Terra!”? Óbvio que, sendo uma situação manjada, os dois acabarão juntos em algum ponto da história.

Brian Vaughan elevou esse padrãozinho a outro nível ao criar a série “Y – The last man”. A premissa não é das mais complicadas. Algum fenômeno misterioso simplesmente exterminou todos os machos mamíferos do planeta. De uma hora para outra e ao mesmo tempo. Sobraram apenas o jovem Yorick e seu macaco Ampersand. Yorick é um artista “escapista”. Um Houdini nerd e sem emprego.

Se você é homem pode até pensar: “Um homem sozinho em um mundo cheio de mulheres? É o paraíso!” Não é o caso de Yorick. Primeiro, porque aquela frasezinha clichê que eu mencionei lá no início persegue o herói. Mesmo abandonadas em um mundo sem homens, muitas das mulheres que cruzam o caminho dele não fazem questão alguma de suprir sua carência com um qualquer só porque ele é o último proprietário de um pênis vivo sobre o planeta. Segundo, porque Yorick não é um dos caras mais estimulantes a caminhar sobre a Terra. Terceiro, porque ele é um idiota que está obcecado pela ideia de reencontrar sua namora (que ele acredita ser noiva).

O exercício de imaginar como grupos de mulheres reagiriam à extinção repentina do gene Y (daí o nome da série) é o ponto alto do quadrinho. Uma diversão bem escrita e (apenas) competentemente desenhada da Vertigo. A Panini acaba de lançar o primeiro volume encadernado, que corresponde às cinco primeiras edições. Você pode acompanhar a versão traduzida ou apelar aos encadernados importados. Seja como for, se você gosta de bons quadrinhos e boas histórias, aconselho a comprar “Y – O último homem”.  Diversão garantida e inteligente.

y_the_last_man


Mudança

Outubro 23, 2009

Em meu humilde entendimento, o blog é uma ferramenta que deve ser usada com responsabilidade. Um instrumento para expressão de opiniões sobre assuntos relevantes à escolha do autor. Ai está a linha tênue, pois blogueiros podem considerar que suas vidas pessoais têm relevância suficiente para expô-las descaradamente. Uma tentativa esquizofrênica de viver a fantasia de participar de um Big Brother virtual. Ai está o Twitter para facilitar ainda mais a vida dessas pessoas. E dá-lhe expor os detalhes de seus cotidianos. Tem gente que anuncia até quando vai ao banheiro…

Digo isso tudo na tentativa hipócrita de me justificar, já que este post é o mais pessoal que escrevi até aqui.

Depois de 9 anos na Jimenez Associados, estou me desligando da empresa para assumir um novo desafio na Triunfo – Propaganda. Vários motivos (que não vêm ao caso) levaram-me a esta decisão. Nenhum deles implica qualquer tipo de desavença contra a Jimenez. Muito pelo contrário. Só tenho elogios a essa empresa. Aprendi muito e fiz amigos. Recebi respeito profissional e pessoal de todos os colegas e chefes. Levo apenas boas lembranças. Espero deixar algumas para trás, também.

À frente, um novo desafio. Assustador, como tudo que é novo, mas isso é normal e estimulante. Meu primeiro objetivo é justificar a confiança e as expectativas que meus novos colegas e superiores tenham sobre mim. Espero que o clichê “a primeira impressão é a que fica”, porque a primeira impressão que tive da nova casa é de um grupo empreendedor, criativo e, acima de tudo, humano.

E desculpas à meia dúzia de leitores deste blog por este post sem relevância para vocês. Mas ele tem muita relevância para mim, para os velhos e os futuros amigos.


O Blog da Patroa

Outubro 20, 2009

A esposa está de blog novo. Claro que eu tive que dar aquela forcinha para navegar pelo site do wordpress para ensiná-la a mexer nos comandos… e pagar o mico de me enrolar tanto quanto…  Enfim…

O endereço é www.pretensaprosa.wordpress.com

Tem um post lá que eu gostei bastante e resolvi colocar aqui como amostra:

 

Mulheres Enroladas

Homem solteiro, bem empregado, bem-apessoado, bem resolvido, na faixa dos trinta, procura moça nas mesmas condições. Parece fácil, não? Com a escassez de homens héteros disponíveis, é claro que esse mancebo encontrará facilmente sua cara-metade. Mas não é isso o que acontece. Pergunte-lhe qual é o problema e ele responderá: “Todas as mulheres estão enroladas!”.

Muitas de nós protestarão: “Isso é mentira, não tenho ninguém, estou so-zi-nha!”. Tem certeza? Você pode dizer com absoluta segurança que é livre? Saiba que hoje em dia é muito difícil encontrar uma mulher solteira que não esteja enrolada de alguma forma.

O ex-namorado é um homem que recupera seus atrativos logo após a separação. As horríveis discussões tornam-se briguinhas saudáveis de casal; seus defeitos de caráter, antes intoleráveis, agora são manifestações compreensíveis de uma natureza humana falível; suas traições viram momentos de fraqueza; seu gênio de cão é apenas personalidade forte; o sexo egoísta e sem preliminares torna-se selvagem.

“Pôxa, mas não era uma droga?”, indagam os amigos ao ver-nos diante do telefone, os dedinhos coçando para discar o número do ex. “Talvez eu tenha sido muito inflexível”, respondemos, se fomos as autoras do pé na bunda. Se, no entanto, fomos dispensadas, nossa explicação para rastejar atrás do ex é perfeitamente lógica: “Ele só queria ficar um tempo sozinho, para repensar a relação, entende? Acho que três dias foi tempo suficiente”.

Nisso, passam-se os anos e o namoro intermitente prossegue, até que ele resolve se casar – com outra. Só então vem a constatação de que esse vai e volta roubou-nos um tempo precioso, durante o qual poderíamos ter encontrado alguém que valesse a pena. Isso se já não encontramos e descartamos, preferindo o sapato velho. Parece insensato? Mas muitas de nós interrompemos um novo e promissor namoro para nos reconciliarmos com o ex. Ou nem mesmo começamos outro relacionamento, deixando claro logo de saída que estamos presas a uma relação mal resolvida.

Acontece também de nosso rolo não ser com um ex-namorado, mas com um quase-namorado. Conhecemos um homem interessante num barzinho, ficamos. Dali a uma semana, ele nos liga, nos chama para sair, ficamos de novo. E de novo. E de novo. É namoro? Não! Só ficamos quando ele está com vontade (nós estamos sempre, é incrível) e nos contentamos com isso. Não o pressionamos para assumir compromisso, para dizer se é namoro ou amizade. Isso o assustaria. Então continuamos ficando, achando que, à medida que ele nos conhecer melhor, se apaixonará perdidamente, nos pedirá em namoro e, no devido tempo, em casamento. Se aparece um homem interessado em compromisso, em apresentar-nos para os pais e para os amigos, revelamos nossa condição de enrolada assumida.

Não somos burras: agimos burramente. Afundamos na ilusão e no autoengano, e deixamos de enxergar o óbvio: ex-namorados e quase-namorados são atraso de vida. Casos de reconciliações bem-sucedidas e de “ficadas” que viraram namoro sério são reais, claro, porém menos frequentes do que imaginamos. E enquanto estivermos enroladas, permaneceremos fechadas à possibilidade de um novo relacionamento.

Dê um basta aos rolos! Quanto àquele número de telefone que não sai da sua cabeça, empregue seus dedinhos em algo mais prazeroso.


Uma prévia de Cira e o Velho – Introdução

Setembro 30, 2009

 

Aqui está a introdução do livro. Nos próximos dias, vou acrescentar mais dois capítulos, para dar um gostinho. Espero que gostem e que se interessem por ler o resto da história… Estou batalhando para colocá-la nas livrarias o quanto antes.

 

Eu não aprecio viajar.

Prefiro deixar isso para os aventureiros, coisa que não sou. Os aventureiros sabem aproveitar uma viagem: conhecem pessoas interessantes e descobrem lugares novos, entram em enrascadas, colecionam histórias para contar aos amigos e trazem os suvenires mais peculiares. Eu, não. Tudo o que consigo fazer, quando viajo, é sofrer com as más condições e incontáveis horas de transporte, o desconforto das pousadas e a péssima comida. Claro que se deve levar em consideração o fato de que sempre faço péssimas escolhas de condução, acomodação e alimentação.

Uma das minhas poucas motivações para viajar é a obsessão. Não pela viagem em si, mas por informações a que eu só teria acesso se deixasse o conforto da minha casa. Tenho várias, mas minha maior obsessão sempre foi saber tudo sobre Cira.

Se estivéssemos mantendo esta conversa pessoalmente, provavelmente você me perguntaria: “Quem é Cira?” Não se sinta ignorante por isso. Poucos já ouviram falar sobre Cira. Muito poucos.

Descobri Cira por meio de uma figurinha, dessas para colar em álbuns mal ilustrados e com textos incompletos. Figurinhas tinham o valor de dinheiro para as crianças, no tempo em que eu era uma.

Havia três maneiras de se acumular figurinhas: 1) Súplicas aos pais. 2) Trocas (quase) amigáveis. 3) Espólios das disputas de “bafo”. O bafo é um jogo em que os participantes batem, com as palmas das mãos em concha, sobre um monte de figurinhas, levando para casa aquelas que conseguem virar. Foi de uma dessas três maneiras – não lembro qual – que ganhei a figurinha de Cira.

Eu costumava perseguir outros tipos de figurinhas, mas aquela, que fazia parte de um álbum sobre lendas, exerceu um fascínio diferente sobre mim. A figurinha era simples. Não era daquelas autocolantes, que custavam bem mais caro. No verso, lia-se uma descrição da personagem: “Cira. Filha de uma bruxa e do cobra Norato. Diz-se que matou a princesa da grande cidade perdida e libertou os tatus. Em algumas regiões, conta-se que lutou contra um bando de lobisomens e que participou da guerra de Palmares, lutando ao lado de Zumbi”. O desenho era o que mais me atraía, mas não por seu valor artístico, que eu ainda não tinha experiência para avaliar. Mostrava uma mulher de pele muito branca, em trajes feitos de um reluzente couro escamoso, vermelho-escuro. Seus cabelos eram negros e balançavam ao vento. Seus olhos eram tão vívidos, curiosos. Estavam focados em algo fora da cena, desafiadores. Sobre o ombro esquerdo, um detalhe bizarro.

Uma caveira.

Com o passar dos anos, ganhei percepção suficiente para concluir que o fascínio da imagem vinha muito mais da força da própria personagem do que da qualidade do ilustrador. Jamais ganhei nenhuma outra figurinha daquela coleção, porque a editora que a publicou havia falido alguns anos antes. Solitária entre minhas outras figurinhas, aquela acabou se tornando a mais valiosa para mim. Eu a carregava sempre. Puxava-a para dar uma espiada, sorrateiramente, quando queria sentir aquela sensação quente, tão comum em pré-adolescentes. Cresci com aquela imagem e as frações de história que aquela figurinha continha assombrando-me.

•••

 

Toda literatura acerca de Cira já passou por minhas mãos. Na verdade, o que há para ser lido sobre ela são algumas citações muito ralas em alguns livros pouco confiáveis, dos quais não sobraram muitas cópias.

Por que teria de viajar para completar minha escassa, porém preciosa, coleção de informações? Porque restaram algumas fontes que não posso consultar apenas folheando páginas amareladas, cheirando a mofo. São pessoas. Bem… Uma ou outra é. Algumas vivem em minha cidade. Outras, obviamente, não.

Uma expedição de uma pessoa não-aventureira é muito enfadonha. Por isso, quero deixar bem claro que este relato não é sobre minhas viagens. Não é sequer sobre meu processo de obsessão.

Quero falar sobre Cira.

cira_figurinha

 

 


Cira e o Velho

Setembro 26, 2009

Eis a capa de Cira e o Velho e a apresentação (provisória… ou não) na quarta capa:capa de cira_3

“Cobra Norato é um amante da vida. Pelas margens dos rios, espalhou paixões, filhos e filhas. Cira é uma das filhas de Norato. Nasceu do ventre de Guaracy.

Domingos é um caçador de homens. Ele toma a liberdade dos índios e a entrega aos brancos de além-mar. Domingos Jorge Velho é um guerreiro, sem outra fé além do ouro e da propriedade.

Os destinos de Cira e Domingos colidem e enroscam-se em um emaranhado de ódio, desprezo e medo. Cira caminha pelo País que surge, que é desbravado e desmatado. Ela persegue o rastro de Domingos. Ela encontra o ocaso da magia e a ascensão da pólvora. Em Palmares, os inimigos se enfrentarão e, nessa guerra, ficará claro se a justiça existe e quem é o proprietário do novo mundo.”


Pela reconstrução do teto…

Setembro 20, 2009

kaka e o telhado da renascer


Up – Uma aula

Setembro 16, 2009

“Up”, a nova animação da Pixar, é uma aula de cinema-família. A parte inicial, onde são apresentados os personagens e a sequência em que a vida do casal é sintética e genialmente apresentada é digna das grandes cenas de Charles Chaplin. As nuvens em forma de bebês, para que o espectador entenda o desejo de terem filhos, foi a solução mais simples e bem sacada desde Wall-E.
Isso, sem falar nas emoções alternadas que assolam o espectador a cada minuto: “Riso, choro, riso, choro, riso, riso, choro, riso, riso, riso…”
Furos de roteiro são mais do que perdoáveis. Afinal de contas, estamos falando de um velhinho que levanta a própria casa usando balões (a comparação com o caso do padre, de tão óbvia, desculpe dizer isso a quem insiste em fazê-la, é sem-graça). E liberdades criativas dão tempero. Nessas horas, lembro-me sempre da velhinha que atravessou o oceano Atlântico em um pedalinho no “Bicicletas de Belleville”.
O curta que antecede o filme é um aquecimento divertido para o que vem a seguir. Se você tem bom humor, provavelmente assistirá ao início de Up com dor na barriga, de tanto rir.
A dublagem é um caso à parte. Não haveria problema, mesmo que fosse medíocre, porque boa parte da história é contada por imagens. Mas não é o caso. O trabalho de dublagem é excepcional. A voz de Chico Anísio encaixa-se perfeitamente ao personagem e é possível perceber que ele realizou o trabalho com prazer (se não for verdade, pelo menos, fez parecer).
Se você ainda não foi assistir, vá.

Ah, sim, eu ia esquecendo…

Esquilo!

up


O que Serra tem a dizer sobre a ampliação da Marginal?

Setembro 13, 2009

serra e a marginal


Whiteout pela Devir

Setembro 12, 2009

É oficial. A Devir finalmente aprendeu a publicar quadrinhos.

Era de se estranhar que uma empresa que trabalha com quadrinhos há tantos anos tivesse cometido erros grosseiros na publicação de Authority e da versão em quadrinhos do Hobbit (isso, só para citar alguns exemplos). Mas tenho que admitir que, hoje, a Devir tornou-se uma alternativa real para fãs da nona arte.

“Whiteout” está chegando por aqui com um atraso de mais de dez anos, mas não dá para entrar nesse mérito em se tratando de mercado brasileiro. Publicada originalmente em minissérie pela editora Oni Press, a primeira história, “Morte no Gelo” chegou por aqui diretamente em sua versão encadernada. Caprichada. Sem os erros de revisão que tanto me incomodaram nas primeiras edições da Devir e com tratamento gráfico coerente.

Sobre a obra, nada tão apoteótico. Uma história policial, bem construída, com mistérios e reviravoltas comuns ao gênero. O diferencial é se tratar de um caso ocorrido em plena Antártida, com direito a descrições científicas, ao melhor estilo “National Geographic” e referências aos tratados internacionais sobre o continente gelado.

Os diálogos são dinâmicos, mas não superficiais. A história é bem amarrada e o autor não se perde em devaneios e flashbacks intermináveis e sem sentido, um vício que se espalha a passos largos em quadrinhos independentes.

O desenho é uma espécie de “noir ao contrário”. Ao invés de trabalhar as sombras, valoriza o branco da neve, para criar uma sensação claustrofóbica ao inverso. Steve Lieber, o desenhista, usa técnicas artesanais, com nanquim, retículas e guache branco. Parece um quadrinho saído dos anos 70. E digo isso como um elogio.

A Devir também lançou a segunda história “Ponto de fusão”. Provavelmente estão pensando em aproveitar o lançamento vindouro do filme. No que estão muito certos!

À Devir, meus parabéns. A vocês, fãs de quadrinhos, recomendo conferir “Whiteout”. Você encontrará os dois álbuns na Comix ou nas livrarias, como Cultura e Saraiva.

Vale.

whiteout 1 whiteout 2


Para cantar sem Vertix

Setembro 7, 2009

Letra do Hino Nacional Brasileiro
I
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS
DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE.
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE,
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE!

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!

BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE,
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE.
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA,
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU,BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

II
DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,
AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLORES;
“NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,”
“NOSSA VIDA” NO TEU SEIO “MAIS AMORES”.

Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.

BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!


Watchmen o filme (em DVD e Blue-ray)

Setembro 7, 2009

Zack Snyder se apresenta como um diretor “visionário”, no mais descarado exemplo de falta de modéstia. Ele tem dois fetiches bastante marcantes. Um, o de apresentar cenas de ação em câmera lenta. O outro, de escolher obras nerds. Seu primeiro filme de destaque foi “Madrugada do Mortos”, uma versão de um dos filmes de César Romero sobre (quem diria?) zumbis. O segundo a chamar atenção foi “300″, uma adaptação quase fiel dos quadrinhos de Frank Miller que não é nada fiel ao acontecimento histórico que tenta retratar: a batalha de Termópilas entre gregos e persas. Esse filme dividiu opiniões. Eu, particularmente, aprecio a obra de Frank Miller. Por vários fatores – que não cabem serem expostos neste momento -, não tenho a mesmo boa-vontade com a adaptação de Snyder.

Watchmen, o filme seguinte, provocou a mesma situação. Afinal, adaptar a história em quadrinhos mais marcante do século anterior não era tarefa fácil. Muitos embaracaram na ideia e desistiram logo no início do processo. Snyder foi até o fim. Alan Moore não aceitou ter seu nome vinculado ao filme, pois não acreditava que Watchmen funcionasse fora dos quadrinhos, mídia para a qual foi criada. 

Provavelmente ele tenha razão. Muita coisa ficou de fora. Muitos detalhes foram trocados, ignorados ou corrompidos. Mesmo assim, se você está pensando em assistir, agora que o DVD foi lançado, vale uma olhada. Se existem defeitos, pelo menos, também existem qualidades. E, num mercado de adaptações representado por: ”Wolverine”, “Gi-Joe”, “Transformers”,  ”Quarteto Fantástico” e “Homem-aranha 3″, Watchmen acaba servindo como um oasis.


O que acontecerá com os personagens da Marvel na Disney?

Setembro 1, 2009

wolverine disney


Educação sexual para crianças

Agosto 26, 2009

abelha


Desenhos de férias – 4

Agosto 17, 2009

romana


Desenhos de férias 3

Agosto 17, 2009

ministra Dilma Rousseff


Contra o uso de peles de animais

Agosto 17, 2009

contra o uso de peles de animais