Surpresa?

Em 1984, eu tinha 12 anos. No Brasil, Michael Jackson estava no auge. É surpresa que eu tenha curtido aquele álbum, que tenha dançado em bailes ao som de “Beat it”, “The girl is mine” e “Thriller”? Que eu tenha me empolgado com os efeitos especiais e a maquiagem do clipe? É surpresa que, vez por outra, eu tenha fantasiado estar andando em calçadas que acendiam sob meus pés? (vai me dizer que você nunca fez isso?)

Para mim, Michael Jackson existiu até Thriller. Essa é a memória que tenho dele. Parece justo. Tudo o que aconteceu depois fez parte de um plano perverso para destruir aquele fenômeno. Uma auto-sabotagem macabra.

É normal atribuirmos virtudes aos mortos. Michael Jackson deixa saudades… mas não por sua morte recente e sim pelo que ele representou há mais de vinte anos.

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