Há alguns meses, talvez por falta de coisa melhor para fazer, surgiram discussões em blogs e fóruns sobre o filme “Transformers 2”. Uma parcela dizia que era um filme frenético, vazio e idiota, que se baseava na ação sem sentido e ininterrupta e na gostosura da Megan Fox. Outro grupo dizia que, para quem queria se divertir sem preocupação, era um bom filme. Sem profundidade desnecessária. Apenas um incentivo onanístico e robôs gigantes caindo na porrada. Eu, particularmente, concordo com a opinião do primeiro grupo. Assistir a Transformers significa entregar duas horas da sua vida para ter os olhos bombardeados por um montão de “nada”.
Quer saber como deve ser um filme com diversão sem compromisso que não te faz acreditar que teve minutos preciosos de sua vida roubados? Assista ao segundo filme do Homem de Ferro. É assim que se faz!
Se o primeiro filme deixou a desejar na construção dos vilões e no inevitável e mal resolvido confronto final, o mesmo não acontece neste. Mickey Rourke está perfeito no papel do físico russo que quer vingar seu pai, sabendo exatamente onde bater em Tony Stark, para fazer doer. Inclusive a relação entre os dois personagens foi muito bem sacada. Não posso falar muito mais do que isso sobre o assunto sem entregar spoilers.
A tão comentada e superestimada fase alcoólatra de Stark está presente, mas muito mais bem solucionada do que nos quadrinhos. Outro ponto positivo é que o Tony Stark de Downey Jr. não tenta conquistar o público tornando-se um herói clássico, daqueles que se sacrificariam por um bem maior. Não há concessões. A história começa e termina com o multimilionário no auge de uma egotrip sem limites. Mesmo assim, você torce pelo sucesso do cara.
Para os fãs de quadrinhos, algumas curiosidades: a conversa sobre a montagem dos Vingadores, filme que virá depois de Thor e Capitão América e reunirá os maiores personagens da Marvel (algo que pode ser o maior projeto ou o maior fiasco da história de filmes inspirados em super-heróis), corre solta neste Homem de Ferro 2. Até a interação entre Tony Stark e Nick Fury e a Shield é muito mais explorada. Outros dois detalhes interessantes é descobrir a participação de Stan Lee e ver que o escudo do Capitão América realmente está entre as bugigangas colecionadas por Stark.
Um bom roteiro, interpretações inspiradas, humor e cenas de ação empolgantes. Você se diverte e não tem sua inteligência insultada. Competência pura.
Para encerrar, uma dica: não saia do cinema antes de terminarem os créditos. Há uma cena final que você vai achar interessante.

Escrito por waltertierno 







