Cira está pronta.

Dezembro 13, 2009

Graças à minha esposa, meu livro, Cira e o Velho, está devidamente revisado, obedecendo ao novo acordo ortográfico. Também está ilustrado e diagramado. Enfim, está pronto… pelo menos o arquivo…

Agora, só falta imprimir e distribuir… só a parte mais difícil!

Meia dúzia de leitores deste blog: Torçam!


A capa de Cira e o Velho – quase lá, quase lá…

Novembro 2, 2009

Não se compra um livro pela capa?

Talvez. Mesmo assim, é importante que o livro tenha uma capa, se não bonita, pelo menos correta na apresentação de conteúdo. Estou quase lá… quase cheguei na capa que acredito ser bonita. Mas tenho duas opções… igualmente satisfatórias…

Por isso, vou pedir mais uma vez a ajuda da galera. Por favor, votem:

Capa 1capa de cira_4

 

e capa 2:

capa de cira_5

Conto com seus votos. Valeu!


Uma prévia de Cira e o Velho – Introdução

Setembro 30, 2009

 

Aqui está a introdução do livro. Nos próximos dias, vou acrescentar mais dois capítulos, para dar um gostinho. Espero que gostem e que se interessem por ler o resto da história… Estou batalhando para colocá-la nas livrarias o quanto antes.

 

Eu não aprecio viajar.

Prefiro deixar isso para os aventureiros, coisa que não sou. Os aventureiros sabem aproveitar uma viagem: conhecem pessoas interessantes e descobrem lugares novos, entram em enrascadas, colecionam histórias para contar aos amigos e trazem os suvenires mais peculiares. Eu, não. Tudo o que consigo fazer, quando viajo, é sofrer com as más condições e incontáveis horas de transporte, o desconforto das pousadas e a péssima comida. Claro que se deve levar em consideração o fato de que sempre faço péssimas escolhas de condução, acomodação e alimentação.

Uma das minhas poucas motivações para viajar é a obsessão. Não pela viagem em si, mas por informações a que eu só teria acesso se deixasse o conforto da minha casa. Tenho várias, mas minha maior obsessão sempre foi saber tudo sobre Cira.

Se estivéssemos mantendo esta conversa pessoalmente, provavelmente você me perguntaria: “Quem é Cira?” Não se sinta ignorante por isso. Poucos já ouviram falar sobre Cira. Muito poucos.

Descobri Cira por meio de uma figurinha, dessas para colar em álbuns mal ilustrados e com textos incompletos. Figurinhas tinham o valor de dinheiro para as crianças, no tempo em que eu era uma.

Havia três maneiras de se acumular figurinhas: 1) Súplicas aos pais. 2) Trocas (quase) amigáveis. 3) Espólios das disputas de “bafo”. O bafo é um jogo em que os participantes batem, com as palmas das mãos em concha, sobre um monte de figurinhas, levando para casa aquelas que conseguem virar. Foi de uma dessas três maneiras – não lembro qual – que ganhei a figurinha de Cira.

Eu costumava perseguir outros tipos de figurinhas, mas aquela, que fazia parte de um álbum sobre lendas, exerceu um fascínio diferente sobre mim. A figurinha era simples. Não era daquelas autocolantes, que custavam bem mais caro. No verso, lia-se uma descrição da personagem: “Cira. Filha de uma bruxa e do cobra Norato. Diz-se que matou a princesa da grande cidade perdida e libertou os tatus. Em algumas regiões, conta-se que lutou contra um bando de lobisomens e que participou da guerra de Palmares, lutando ao lado de Zumbi”. O desenho era o que mais me atraía, mas não por seu valor artístico, que eu ainda não tinha experiência para avaliar. Mostrava uma mulher de pele muito branca, em trajes feitos de um reluzente couro escamoso, vermelho-escuro. Seus cabelos eram negros e balançavam ao vento. Seus olhos eram tão vívidos, curiosos. Estavam focados em algo fora da cena, desafiadores. Sobre o ombro esquerdo, um detalhe bizarro.

Uma caveira.

Com o passar dos anos, ganhei percepção suficiente para concluir que o fascínio da imagem vinha muito mais da força da própria personagem do que da qualidade do ilustrador. Jamais ganhei nenhuma outra figurinha daquela coleção, porque a editora que a publicou havia falido alguns anos antes. Solitária entre minhas outras figurinhas, aquela acabou se tornando a mais valiosa para mim. Eu a carregava sempre. Puxava-a para dar uma espiada, sorrateiramente, quando queria sentir aquela sensação quente, tão comum em pré-adolescentes. Cresci com aquela imagem e as frações de história que aquela figurinha continha assombrando-me.

•••

 

Toda literatura acerca de Cira já passou por minhas mãos. Na verdade, o que há para ser lido sobre ela são algumas citações muito ralas em alguns livros pouco confiáveis, dos quais não sobraram muitas cópias.

Por que teria de viajar para completar minha escassa, porém preciosa, coleção de informações? Porque restaram algumas fontes que não posso consultar apenas folheando páginas amareladas, cheirando a mofo. São pessoas. Bem… Uma ou outra é. Algumas vivem em minha cidade. Outras, obviamente, não.

Uma expedição de uma pessoa não-aventureira é muito enfadonha. Por isso, quero deixar bem claro que este relato não é sobre minhas viagens. Não é sequer sobre meu processo de obsessão.

Quero falar sobre Cira.

cira_figurinha

 

 


Cira e o Velho

Setembro 26, 2009

Eis a capa de Cira e o Velho e a apresentação (provisória… ou não) na quarta capa:capa de cira_3

“Cobra Norato é um amante da vida. Pelas margens dos rios, espalhou paixões, filhos e filhas. Cira é uma das filhas de Norato. Nasceu do ventre de Guaracy.

Domingos é um caçador de homens. Ele toma a liberdade dos índios e a entrega aos brancos de além-mar. Domingos Jorge Velho é um guerreiro, sem outra fé além do ouro e da propriedade.

Os destinos de Cira e Domingos colidem e enroscam-se em um emaranhado de ódio, desprezo e medo. Cira caminha pelo País que surge, que é desbravado e desmatado. Ela persegue o rastro de Domingos. Ela encontra o ocaso da magia e a ascensão da pólvora. Em Palmares, os inimigos se enfrentarão e, nessa guerra, ficará claro se a justiça existe e quem é o proprietário do novo mundo.”


Capa de Cira

Agosto 7, 2009

Tenho dois lay-outs para a capa de Cira e, sinceramente, não faço a menor ideia de qual usar. É para horas como essas que serve a boa e velha pesquisa de mercado. Por isso, seria de muita ajuda se os gatos pingados que acompanham este blog manifestassem sua opinião. Aqui estão as duas capas. Diga-me qual delas desperta mais sua curiosidade ou qual está mais bonita.

Capa 1:capa de cira

 

Capa 2:

capa de cira_1

Obrigado aos que responderem.


Crônicas da Evolução – 1

Março 30, 2009

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Cira

Setembro 23, 2008

Acredito que já é possível falar um pouco mais sobre Cira, já que estou na fase final de revisão do texto (que já está devidamente registrado) e as ilustrações estão bastante adiantadas. Aqui vai uma sinopse provisória:

Cira é a filha única de Guaracy, a última representante dos colonizadores pré-indígenas. Seu pai era Norato, um ser mítico, mestiço de gente com cobra. Sua tia, irmã de Norato, a temida Maria Caninana, para pagar uma dívida com o diabo, arquiteta uma conspiração para matar todos os filhos de Norato. Por pouco, Cira não acaba morta pelas mãos do sertanista Domingos Jorge Velho, quando ainda era uma criança. Quando torna-se adulta, Cira parte em uma missão de vingança contra o Velho.

A história de Cira confunde-se com lendas e fatos históricos. Neste link: http://historiasdecira.wordpress.com/ , você vai encontrar mais informações e histórias que não constam no livro. Espero que você se divirta.


Crônicas de VeriWal

Agosto 22, 2008

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A História de VeriWal

Agosto 18, 2008

Aqui está a história (real e inquestionável) de como conheci e conquistei minha esposa: