The Surrogates ou Os Substitutos

Novembro 2, 2009

ATENÇÃO: Este post está cheio de spoilers. Leia por sua conta e risco!

 

Se você ouviu falar de “The Surrogates” (Substitutos) apenas como o novo filme de ação e efeitos especiais estrelado por Bruce Willis e que não tem sido bem recebido pela crítica especializada (http://www.omelete.com.br/cine/100022947/Critica__Substitutos.aspx  http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-substitutos/ http://cinema.cineclick.uol.com.br/criticas/ficha/filme/substitutos/id/2279 http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7491&id_filme=6079&aba=critica), preste atenção, pois você pode estar deixando passar a oportunidade de curtir uma boa história. Não a do filme, claro… 

“The Surrogates”, originalmente, é uma graphic novel. Foi escrita por Robert Venditti e desenhada por Brett Weldele. Na história original, que ocorre em 2054, quase todos os adultos trancam-se na segurança de suas casas e operam robôs através de aparelhos que ligam suas mentes às máquinas. Assim, eles experimentam os estímulos do ambiente a que os robôs são expostos, sem se preocuparem com ferimentos ou doenças. Uma versão hardcore do Second Life. Entretanto, a destruição inusitada de um casal desses robôs leva o detetive Harvey Greer a se envolver numa conspiração que envolve o criador dos robôs e o líder religioso de uma comunidade que renega a utilização dos ”substitutos”.

Se, nos quadrinhos, o detetive luta para evitar o desligamento de todos os robôs e uma consequente mudança no confortável modo de vida que eles proporcionam, no filme, Bruce Willis tenta a todo custo evitar que um aparelho que tem a estranha capacidade de matar os operadores dos substitutos seja utilizado para exterminar quase toda a população mundial. Um exagero sem pé nem cabeça. Afinal, o vilão da história nada mais é do que o criador dos robôs (eu avisei que tinha spoilers).  Ele está desgostoso com sua responsabilidade na criação de uma apatia coletiva. ”Oras bolas”, pensa o velho. “Não aguento mais ver essa galera deixando de viver suas vidas e fazendo isso através de uma máquina. Vou desligar as máquinas? Não, vou matar todo mundo!” A típica falta de sutileza Hollywoodiana que não faz o menor sentido. Eles tentam nos fazer acreditar que sua psicopatia é resultado do assassinato recente de seu filho. Tá bom…

Outra diferença entre a obra original e a adapatação é a relação entre o detetive e sua esposa. Nos quadrinhos, ela não passa de uma mulher que não consegue enfrentar o avanço da idade e o declínio natural de seu corpo. Afinal, os substitutos são lindos e não envelhecem. Se algo desagrada, não precisa passar pelo desconforto e perigo de uma cirurgia plástica. Leve seu robô a um centro de update e melhore o que quiser. No filme, para justificar o amor incondicional do detetive por sua esposa, resolveram limpar a barra dela. Para que ela não parecesse tão superficial, inventaram uma bela cicatriz, provocada por um acidente de carro. Nesse acidente o filho do casal morreu. Assim, ao invés de simples viciados em vida virtual, temos um casal amargurado por uma experiência traumática e um defeito físico real. É a fraqueza humana precisando de uma justificativa. Ainal, heróis precisam de situações radicais para abandonarem sua natureza nobre…

O personagem Profeta, que tem importância fundamental no desenrolar da trama nos quadrinhos, no filme não passa de um personagem desinteressante, mal explicado e irritante. Na tentativa de criarem uma ironia, os roteiristas apelaram para a fórmula mais manjada e revelaram, lá perto do final do filme, que o Profeta e seus dois seguranças também são robôs. Isso acontece dentro de um gueto onde o ódio aos substitutos chega à paranóia.

Existem vários outros detalhes que desabonam o filme. Meu conselho: não perca seu tempo. Se acha que a sinopse daria uma boa história, saiba que já deu e que você pode conferi-la em português, numa edição da Devir. Vá a uma livraria ou comic shop e curta. O filme? É quase um substituto… mas muito defeituoso.

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Y – o último homem

Outubro 24, 2009

Quem nunca viu aquela cena clichê em que a mulher esbraveja para o cara: “Eu não transaria com você nem que fosse o último homem sobre a Terra!”? Óbvio que, sendo uma situação manjada, os dois acabarão juntos em algum ponto da história.

Brian Vaughan elevou esse padrãozinho a outro nível ao criar a série “Y – The last man”. A premissa não é das mais complicadas. Algum fenômeno misterioso simplesmente exterminou todos os machos mamíferos do planeta. De uma hora para outra e ao mesmo tempo. Sobraram apenas o jovem Yorick e seu macaco Ampersand. Yorick é um artista “escapista”. Um Houdini nerd e sem emprego.

Se você é homem pode até pensar: “Um homem sozinho em um mundo cheio de mulheres? É o paraíso!” Não é o caso de Yorick. Primeiro, porque aquela frasezinha clichê que eu mencionei lá no início persegue o herói. Mesmo abandonadas em um mundo sem homens, muitas das mulheres que cruzam o caminho dele não fazem questão alguma de suprir sua carência com um qualquer só porque ele é o último proprietário de um pênis vivo sobre o planeta. Segundo, porque Yorick não é um dos caras mais estimulantes a caminhar sobre a Terra. Terceiro, porque ele é um idiota que está obcecado pela ideia de reencontrar sua namora (que ele acredita ser noiva).

O exercício de imaginar como grupos de mulheres reagiriam à extinção repentina do gene Y (daí o nome da série) é o ponto alto do quadrinho. Uma diversão bem escrita e (apenas) competentemente desenhada da Vertigo. A Panini acaba de lançar o primeiro volume encadernado, que corresponde às cinco primeiras edições. Você pode acompanhar a versão traduzida ou apelar aos encadernados importados. Seja como for, se você gosta de bons quadrinhos e boas histórias, aconselho a comprar “Y – O último homem”.  Diversão garantida e inteligente.

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Whiteout pela Devir

Setembro 12, 2009

É oficial. A Devir finalmente aprendeu a publicar quadrinhos.

Era de se estranhar que uma empresa que trabalha com quadrinhos há tantos anos tivesse cometido erros grosseiros na publicação de Authority e da versão em quadrinhos do Hobbit (isso, só para citar alguns exemplos). Mas tenho que admitir que, hoje, a Devir tornou-se uma alternativa real para fãs da nona arte.

“Whiteout” está chegando por aqui com um atraso de mais de dez anos, mas não dá para entrar nesse mérito em se tratando de mercado brasileiro. Publicada originalmente em minissérie pela editora Oni Press, a primeira história, “Morte no Gelo” chegou por aqui diretamente em sua versão encadernada. Caprichada. Sem os erros de revisão que tanto me incomodaram nas primeiras edições da Devir e com tratamento gráfico coerente.

Sobre a obra, nada tão apoteótico. Uma história policial, bem construída, com mistérios e reviravoltas comuns ao gênero. O diferencial é se tratar de um caso ocorrido em plena Antártida, com direito a descrições científicas, ao melhor estilo “National Geographic” e referências aos tratados internacionais sobre o continente gelado.

Os diálogos são dinâmicos, mas não superficiais. A história é bem amarrada e o autor não se perde em devaneios e flashbacks intermináveis e sem sentido, um vício que se espalha a passos largos em quadrinhos independentes.

O desenho é uma espécie de “noir ao contrário”. Ao invés de trabalhar as sombras, valoriza o branco da neve, para criar uma sensação claustrofóbica ao inverso. Steve Lieber, o desenhista, usa técnicas artesanais, com nanquim, retículas e guache branco. Parece um quadrinho saído dos anos 70. E digo isso como um elogio.

A Devir também lançou a segunda história “Ponto de fusão”. Provavelmente estão pensando em aproveitar o lançamento vindouro do filme. No que estão muito certos!

À Devir, meus parabéns. A vocês, fãs de quadrinhos, recomendo conferir “Whiteout”. Você encontrará os dois álbuns na Comix ou nas livrarias, como Cultura e Saraiva.

Vale.

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O que acontecerá com os personagens da Marvel na Disney?

Setembro 1, 2009

wolverine disney


Educação sexual para crianças

Agosto 26, 2009

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Desenhos de férias – 1

Agosto 14, 2009

Todo nerd, desenhista, apaixonado por quadrinhos e que não tira férias ao mesmo tempo que a esposa acaba produzindo trabalhos em casa…

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Trindade improvável em Brasília

Agosto 8, 2009

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Ótimas opções

Agosto 2, 2009

Leitores de histórias em quadrinhos estão vivenciando um dos melhores momentos do mercado. Se a crise econômica não quebrou suas pernas, chegou a hora de tirar o escorpião do bolso, martelar o porquinho/cofrinho e ir às compras.

A Devir parece ter aprendido a lição. Quando começou a lançar sua própria linha de publicações, pisou feio no tomate. O primeiro volume de “Authority” tinha qualidade e, pasmem, formato diferente do segundo. Para colecionadores que desembolsaram quase 50 reais, era uma afronta. A quadrinização de “O Hobbit” tinha uma média de um erro de revisão por página… e tinha um revisor creditado! Devem ter cometido mais barbaridades, mas não continuei consumindo nada com o selo deles para saber.

Até recentemente…

E tive uma feliz surpresa. Não só parecem ter resolvido – ou, pelo menos, amenizado – as falhas, como também ampliaram as publicações, incluindo trabalhos bastante interessantes. Entre eles, “Predadores”, dos franceses Jean Dufaux e Enrico Marini. Lá no país de origem, foi uma série em quatro álbuns de muito sucesso, iniciada em 1998. Pois é… chegou com um certo atraso. Mas não adianta lamentar a inércia de nossos editores. Melhor curtir a oportunidade. A edição da Devir está caprichada. A história é bacana e os desenhos são sensacionais. Uma bela aquisição para sua coleção. Você pode comprar os quatro álbuns na Comix. Mas corra antes que sumam! E espero que a Devir continue com mais gratas surpresas.

predadores

Já a Panini lançou “Eu sou legião” em um formato que poderia inspirar a Devir. A história foi originalmente publicada em três álbuns. Aqui, saiu em um único volume em capa dura. Também dá para comprar na Comix, além de livrarias e até algumas bancas de jornal. A obra é escrita pelo francês Fabien Nury e desenhada pelo americano John Cassaday. A história de espionagem e fantasia se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Uma garotinha com poderes bizarros está sendo cogitada pelos nazistas para ser transformada em uma arma definitiva. O texto é muito bem escrito, os personagens são interessantes e cativantes e os desenhos de John Cassaday dispensam apresentações. O preço é um pouco salgado. Está saindo por R$ 49,90, mas é bem provável que caia nos próximos meses… se você aguentar esperar.

eu sou legiao


Dicas Titus – 1

Julho 9, 2009

dicas de titus 1


Onde encontrar

Julho 2, 2009

É verdade que, desde que comecei a colecionar histórias em quadrinhos, lá na primeira metade dos anos 80, nunca vi o mercado nacional tão favorável quanto agora para apaixonados incorrigíveis pela nona arte.

 Os Nacionais:

A Panini anda lançando materiais bem interessantes e com qualidade gráfica louvável:

- A minissérie de Wolverine desenhada por Frank Miller.

- A fase Brian Azarello e Ricardo Risso com Batman – Cidade Castigada

- Batman – A piada mortal recolorizado,

piada mortal

- Batman – O cavaleiro das trevas (ainda tem por ai)

- Coringa. Com capa dura. Caprichado.

- Loki. Uma das melhores histórias de Thor, numa edição bacana.

- Homem-de-ferro – Extremis. Esse também merecia uma edição em capa dura, mas tá valendo, assim mesmo.

- Watchmen em duas versões, uma econômica e outra de luxo.

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- O encadernado com as histórias de Paul Dini, pintadas por Alex Ross para os personagens da DC Comics.

- Lobo. Esse foi uma surpresa. A edição brasileira está mais luxuosa do que a americana.

- Novos X-men, de Grant Morrison. Por enquanto, saíram dois encadernados. Espero que continuem. É uma das melhores fases dos X-men.

imperial

- Os encadernados de Supremos. De longe, a história de super-heróis mais divertida e empolgante da década.

- Lobo Solitário e Samurai Executor. Clássicos dos mangás. É possível comprar as séries importadas, da Dark Horse, mas, neste caso, aconselho a preferir as edições nacionais. Os apêndices são muito melhores e a edição americana adaptou os quadros para o sentido de leitura ocidental. Parece bobagem, mas ler mangá no sentido original é bem melhor, acredite.

Os quadrinhos da Panini podem ser encontrados em bancas, mas a maioria do que apontei aqui ou foi distribuída setorizadamente ou simplesmente já sumiu das prateleiras. Mas não se desespere.

Tente a Fnac, que faz bons descontos: www.fenac.com.br

O mais garantido é a Comix. Se você mora em São Paulo, vale uma visita. Se não, eles vendem pela internet: www.comix.com.br

Algumas coisas podem ser encontradas por bons preços na Rika: www.rika.com.br

Tem também a Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br e a Saraiva: www.saraiva.com.br

Já comprei em todas elas e são ponta-firme.

A Conrad não faz feio. Depois da coleção completa de Sandman (espero que você tenha completado a sua), eles deram um susto nos leitores, num hiato de lançamentos que fez marmanjo chorar. Agora, parece que a editora está voltando ao normal e continuando seu ótimo trabalho:

- Dragon Ball. De longe, o mangá mais divertido que já tive o prazer de ler. Estão no número 16 da versão definitiva e ainda tem muito por vir. Espero que continuem.

- Verão Índio e El Gaucho. Duas obras-primas da dupla Hugo Pratt e Milo Manara. Não comprou ainda? Está perdendo tempo.

- O Clic, de Manara. Quadrinhos eróticos de qualidade nada suspeita.

- Borgia. Não consigo entender como ainda não esgotou na editora. É bom demais para estar sobrando.

O legal da Conrad é que, além de você poder procurar os títulos nas lojas que mencionei antes, eles ainda têm a loja própria: www.conradeditora.com.br

A Pixel, selo da Ediouro para quadrinhos, era uma promessa, mas não passou muito disso, não. Depois de encher os leitores com esperanças e alguns lançamentos empolgantes, morreu na praia. O legal deles foi o lançar quatro álbuns de Corto Maltese. Esses ainda podem ser encontrados nas livrarias (Cultura, Saraiva, Fnac). Já sem o selo Pixel, a Ediouro lançou, surpreendentemente, a quadrinização do conto que deu origem ao filme “O curioso caso de Benjamin Button”, de Fritzgerald. Muito melhor do que o filme.

Outra editora que prometeu, chegou a lançar algumas coisas e morreu foi a Ópera Graphica. Talvez você ainda encontre alguma encadernação de Ronin, mas acho pouco provável.

A Devir continua tentando, mas lançar quadrinhos, definitiva e ironicamente não é o forte deles. A passagem de Authority por lá foi decepcionante. Eles lançaram os dois primeiros números de Rampaces (por aqui, Predadores), mas ainda faltam mais dois. Além da falta de cuidado gráfico e com revisão, a Devir sofre do mal de não terminar o que começa. Já faz um tempo que prometeram o Umbrella Academy e, até agora, nada! Pelo menos, é uma alternativa de importação. Mas se você não mora em São Paulo e tem cartão de crédito internacional, aconselho uma outra alternativa bem mais confiável e econômica: internet. Mas deixemos para falar sobre isso daqui a alguns parágrafos.

Uma editora que está entrando com qualidade no mercado de quadrinhos é a Companhia das Letras. Já lançaram Maus, Persépolis e uma coletânea de álbuns de Will Eisner. Também tem o ótimo trabalho de Spacca, em comemoração aos duzentos anos da vinda da família real ao Brasil: Dom Pedro Carioca. Para as publicações da Companhia, a melhor alternativa é a Livraria Cultura, que tem uma parceria e descontos especiais para os produtos da editora. Melhor ainda se você fizer parte do programa de fidelização deles. Aliás, utilize esta alternativa, não só na Cultura, mas também na Saraiva e na Fnac. É vantajoso, principalmente se o seu volume de compra for considerável.

 Os Importados

Se você não sabe ler em inglês, seria bom pensar a respeito. Não é um bicho de sete cabeças. O mesmo vale para francês e italiano. E você ainda poderá curtir trabalhos ótimos nessas línguas e que não saem por aqui.

Para comprar quadrinhos importados, existem algumas alternativas. Primeiro, prepare o bolso, mas não se desespere. Não é tão desesperador assim. Minha versão daquele encadernado dos Super-heróis DC de Paul Dini e Alex Ross é importada. E saiu mais barata que a nacional.

Se você não tem cartão de crédito internacional, algumas coisas podem ser encomendadas na Livraria Cultura e na Saraiva. A Cultura é a melhor nesse segmento. Trazem material dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Espanha. O problema é que a maioria tem que ser encomendada e demora bastante para chegar. O preço não é muito maior do que importando por algum site, mas, na maioria das vezes, você economiza comprando diretamente lá fora. A vantagem é que, na Cultura, você consegue parcelar no cartão.

Por outro lado, se você tem cartão internacional, sua vida fica bem mais fácil. As melhores alternativas são:

www.amazon.com – Provavelmente você já ouviu falar dela. Para revistas mensais, não é recomendável. Mas para encadernados é ótima. Você também pode visitar a Amazon francesa e trazer coisas bem bacanas. Eu recomendo Sillage, Rampaces e Murela. Mas ainda estou engatinhando no mercado francês, então ainda tem muita coisa boa para ser descoberta. Uma vantagem de comprar na Amazon francesa é que a mercadoria chega muito rápido. Mais do que a americana e, definitivamente, bem mais rápido que a Cultura.

www.tfaw.com – Things From Another World. Esse site é especializado. Você pode comprar encadernados e revistas. Chega mais rápido do que a Amazon. Até agora, não tive nenhum problema.

www.heavymetal.com – Onde você pode assinar a Heavy Metal e encomendar vários dos álbuns deles. Inclusive a ótima Drunna e Ranxerox.

E atenção ao que você poderia estar lendo, ou completando em sua gibiteca:

- Punisher – Garth Ennis – Omnibus – Um volumão em capa dura com mais de mil páginas com quase todas as histórias que Garth Ennis escreveu para o Punisher no selo Marvel Knights. Só ficou faltando Ressurrection of Ma Gucci. Mas esse você pode comprar separado em uma encadernação caprichada.

- Absolute Ronin – Quem é fã da obra de Frank Miller vai encontrar uma edição luxuosa da minissérie.

- Daredevil by Frank Miller Omnibus – Outro volumão, dessa vez com as melhores histórias que Frank Miller escreveu para Daredevil (por aqui, Demolidor). Tem “A queda de Murdock”, “O homem-sem-medo” e “Guerra e Paz”. Um outro volume da Elektra traz “Elektra: Assassina” e “Elektra Vive”, além de uma historinha curta.

- Marshall Law – Mais um volumão, com as histórias do caçador de heróis. Ainda está em pré-venda. Mas você encontra alguns encadernados avulsos. Meu conselho: Espere este encadernado.

- O terceiro volume da Liga Extraordinária é superestimado. Não é tudo isso. Mas você só vai encontrar lá fora.

- 100 Bullets. A Ópera Graphica tentou, a Pixel tentou… mas parece que a obra-prima de Azarello e Risso só vai chegar mesmo importada. Então, corra atrás.

- Y, the last man – Outra ótima publicação da Vertigo que você só vai acompanhar se importar.

- The Boys – A sátira corrosiva de Garth Ennis dos super heróis. Divertida de tão podre.

- The Savage Sword of Conan – A Dark Horse está republicando em encadernações. Não tem o luxo que mereceria, mas é uma boa forma de ter todas as histórias e na ordem em que foram publicadas lá fora. Já está para sair o número 6. Corra atrás antes que acabe.

- American Flagg – De Howard Chaykin. Chegou a sair por aqui lá na segunda metade dos anos 80. Pouca gente deve lembrar. Mas vale muito a pena.

- Outro em pré-venda é uma edição completa de Rocketeer. Diversão garantida.São duas histórias. A primeira foi publicada na finada série Graphic Novel da Abril. A segunda nunca deu as caras por aqui. Oportunidade.

- Path of the Assassin – Da mesma dupla criadora de Lobo Solitário e Samurai Executor. Provavelmente, não sairá por aqui, mas não é certeza. Se dermos sorte, a Panini se arriscará. Seja como for, a Dark Horse aprendeu a lição. Ao contrário das outras duas séries mencionadas, essa aqui já foi publicada respeitando a orientação de leitura oriental.

- Authority – Compensa mais correr atrás das edições americanas. Com os quatro primeiros encadernados, você já tem diversão inteligente. Se achar que deve comprar os quatro seguintes… sua conta e risco. Também tem um especial chamado Human on the inside. Bacana.

- All Star Superman – Ok, eu sei que deveria ter falado sobre ele lá no começo. Afinal, foi lançado por aqui. Mas, sinceramente, compensa muito mais pegar os dois encadernados importados. Uma obra que merece o prestígio.

- Punisher Max, de Garth Ennis – Esse aqui é pura opinião pessoal. Eu considero o melhor momento de Punisher. Um saco ter que acompanhar no mix da Marvel Max da Panini. O importado pode ser encontrado em 5 encadernados em capa dura ou 10 em capa cartonada. Pelo preço, compensam mais os de capa dura.

- Preacher – Já que voltei a falar de Garth Ennis… o melhor jeito de ter toda a série Preacher é importando. Ou as edições em capa cartonada ou esperando os especiais em capa dura, que começam a sair no segundo semestre de 2009.

 Todas as sugestões que eu dei de edições seguem puramente uma questão pessoal. Provavelmente, esqueci de mencionar alguma coisa. Mas não importa. Importantes são os endereços para você contribuir com sua gibiteca.

Sinta-se à vontade para fazer sugestões no espaço para comentários.


O Macartismo tardio contra Will Eisner

Junho 22, 2009

Quase 60 anos depois de apavorar a indústria de entretenimento norte-americano, o movimento liderado pelo senador Joseph McCarthy parece querer entrar na cultura brasileira. Não com a paranóia anti-comunista e a pressão do senado, como aconteceu nos EUA, mas com o mesmo espírito neurótico e agarrando-se a conceitos questionáveis de “moral e bons-costumes”. Tanto lá como aqui, a indústria dos quadrinhos se transforma em alvo prioritário. Lá, na década de 50, o Macartismo foi responsável pela criação do famigerado Comics Code. Aqui… sabe-se lá que tipos de ideias podem surgir.

Depois da polêmica gerada pela lambança da Secretaria Estadual de Cultura, que indicou uma história em quadrinhos adulta para alunos da quarta série, os moralistas de plantão sentiram-se na obrigação de apontar suas neuroses para outras obras gráficas. O escolhido da vez foi nada menos que a obra-prima “Um Contrato com Deus” de Will Eisner, que está na lista do MEC. Por não ser considerado didático, está seguindo para as bibliotecas. Educadores de São Paulo e Paraná estão exigindo a retirada do livro das prateleiras, alegando que contém cenas de violência, estupro e pedofilia e que está circulando entre alunos da quinta série.

Paulo Teixeira, um blogueiro cristão/maluco está rotulando a graphic novel como “obra do Poder das Trevas”: http://holofote.net/2009/06/02/livro-%E2%80%9Cum-contrato-com-deus%E2%80%9D-que-vai-ser-distribuido-pelo-governo-federal-as-bibliotecas-escolares-contem-cenas-de-estupros-violencia-domestica-pedofilia-e-outras-aberracoes/

É uma tristeza ver o trabalho de um dos mais importantes artistas do século XX sendo reduzido a um “gibi com cenas inadequadas”.

“Um Contrato com Deus” é poesia gráfica, lição de desenho e narração. A história principal e as histórias curtas que a acompanham são frutos de lembranças da infância e adolescência de Will Eisner. Não é  para crianças, é verdade, mas está longe de ser merecedora de uma caça às bruxas. Muito menos ser jogada na fogueira da censura imbecil dos neo-macartistas e manipuladores da paranóia acéfala.

acontractwithgod

 


Sargento Rock

Maio 20, 2009

Stan Lee sempre entoou um mantra: “Use a primeira página da revista para recontar ao leitor em que pé está a história. Toda revista em quadrinhos pode ser a primeira na vida de um leitor e ele tem o direito de acompanhar a partir dali, sem ter que recorrer aos números anteriores.” Não são bem essas as palavras, mas a ideia era essa. Lá pelos idos da década de 80, as minisséries tornaram-se populares. A recapitulação continuou regra. Não acredita? Confira a encadernação da mini do Wolverine que está nas bancas. Cada novo número trazia um resuminho da edição anterior. E dá-lhe, inclusive, repetir sempre a frase célebre do X-man nas quatro edições: “sou o melhor no que faço e o que eu faço não é nada bonito”.

Hoje, já se sabe (espero) que minisséries não precisam desse recurso. Engraçado como justamente a DC, concorrente da Marvel, acabou por ressuscitá-lo. Refiro-me ao lançamento mais recente das bancas, pela Panini: “Sargento Rock – a profecia”. Lá nos EUA, saiu em forma de uma minissérie em seis edições. A cada novo capítulo, a primeira página, utilizando recursos de metalinguagem (até interessantes, como na vez em que Bull está falando com um cachorro filhote), reposiciona o leitor sobre a história que ele está acompanhando. Isso fica ainda mais esquisito quando reúnem a minissérie em um volume encadernado. Afinal, o que o soldado está contando ao cachorro… digo, ao leitor, provavelmente você leu há dez segundos.

O desenho de Joe Kubert é o que se espera de um Mestre. Uma aula de desenhos para histórias em quadrinhos, com todas as qualidades da nona arte.

Já o texto…

Os personagens parecem estar em um jogral, repetindo os apelidos uns dos outros, de forma negativamente teatral, para posicionar-nos, leitores, às características de cada um e suas motivações. Peço desculpas aos fãs de Sargento Rock e sua companhia Moleza (preferiria que mantivessem o nome original “easy”), mas, muitos anos de releitura do gênero “histórias de guerra”, seja no cinema, na literatura ou nos quadrinhos, deveria influenciar a forma de ressuscitar os soldados mais populares da DC Comics.

Tive a nítida sensação de estar lendo um quadrinho escrito na década de 70. E não considero isso um elogio. Sei que são personagens da DC e isso envolve problemas de direitos autorais, mas teriam começado bem em editar essa mini pelo selo Vertigo e buscar uma entonação mais adulta. Duvido que os leitores que conheçam Sargento Rock têm menos de dezoito anos. Desses, quantos realmente se interessarão pela edição?

Não, não adianta reclamar. Ainda é uma história juvenil com maquiagem borrada para parecer adulta. Mas não é. Percebem-se todas as concessões editoriais para contornar a censura.

A Panini também pisou na bola nesta edição. Lá na capa está estampado “História inspirada por fatos reais”. Foi-se o tempo em que a Panini tomava a iniciativa de incrementar o material com algumas notas explicativas? Fosse há algum tempo, tenho certeza de que teriam acrescentado um material explicativo, expondo ao leitor que tais fatos reais são esses. A Segunda Guerra, pura e simplesmente? Espero que a resposta não seja tão simplista e ofensiva à inteligência do leitor.

Ou será que também perceberam que “Sargento Rock – a profecia”, apesar dos ótimos desenhos, realmente não era merecedora de muito trabalho?

sto rock


Lulla e a poupança

Maio 14, 2009

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Para se divertir

Abril 30, 2009

Graças ao lançamento do filme solo(?) do Wolverine, a Panini está lançando algumas coisas interessantes. A minissérie de Frank Miller e Chris Claremont, renomeada como “Eu, Wolverine” (vai entender) e uma edição encadernada luxuosa de “Inimigo do Estado”. Essa foi escrita por Mark Millar e desenhada por Romita Jr. Não são grandes obras, expoentes da arte dos quadrinhos. São para ler naqueles momentos em que tudo o que você quer é uma história divertida que não subestime sua inteligência.

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Cenas de novela

Abril 29, 2009

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Um bom quadrinista… mesmo!

Abril 1, 2009

No ano passado, na última visita que fiz à Festcomix, além da feliz surpresa de encontrar o quarto álbum português de Sillage, também encontrei um trabalho sobre o qual eu estava devendo um post. Trata-se do álbum “Mesmo Delivery”, do paulistano Rafael Grampá. O achado foi bastante ocasional. Eu já estava de saída quando dei com um quiosque com quadrinhos nacionais. Convenhamos, muitos de nossos artistas ou apresentam uma verborragia umbilical que acreditam ser lírica, ou se aventuram em tentar criar uma identidade nacional para o gênero dos super-heróis. Mas deixar-se levar por esse raciocínio generalista seria preconceito e, por isso, dei uma paradinha frente ao quiosque. Não demorou que a capa de “Mesmo” chamasse minha atenção. Folheei o álbum e, em poucos segundos, minha compra estava decidida. Ou quase… Havia duas versões. Uma em inglês e outra em português. A mesma qualidade gráfica nas duas e, surpreendentemente a edição importada estava mais barata. Foi a que levei.

Ao invés da verborragia e dos heróis de tanga tupiniquins, encontrei uma história despretensiosa, coerente, rápida, ácida e divertida. Violenta, sim, mas intrigante e sem frescuras.

O desenho carrega as maiores qualidades de “Mesmo”. Estilizado e detalhado, ao mesmo tempo. As cenas de ação e violência são explícitas e o sangue que jorra dos corpos parece que vai escorrer para fora do papel. Não é banal. É brilhantemente incômodo. As brincadeiras que Grampá faz com as onomatopéias não são originais, mas são feitas com uma competência que eu não via desde os quadrinhos de Howard Chaykin.

Em seu blog (http://furrywater.wordpress.com/), Grampá anunciou que fará algumas páginas para a revista Hellblazer, desenhando John Constantine. Espero ansiosamente ver seu trabalho se espalhando além dessa participação especial. Merece.

Se eu fosse você, ficaria de olho nesse quadrinista.

grampa


Watchmen, o filme

Março 9, 2009

Em um post anterior, manifestei preocupação com a produção de um filme de Watchmen, a genial obra de Alan Moore (http://waltertierno.wordpress.com/2008/08/02/watchmen/). Zack Snyder, o diretor, já havia trabalhado com outra adaptação de quadrinhos: 300. Admiro o trabalho de Frank Miller, o autor de 300, mas tenho a devida consciência das “liberdades artísticas” que ele tomou em sua visão da batalha de Termópilas. Zack Snyder apanhou essa visão e a apresentou como um videoclipe épico. Você pode odiar ou adorar o filme. Pode admirar ou esculachar o trabalho de Frank Miller, mas o que não se discute é que as inserções feitas pelo diretor Snyder destoaram completamente tanto da linguagem proposta pelo filme quanto das intenções de Frank Miller e não contribuíram em nada com o espetáculo. Na verdade, foram mesmo constrangedoras.

Eu temia que o mesmo acontecesse com Watchmen. Que as adaptações, inserções ou cortes que Snyder realizasse acabassem por desfigurar completamente a obra que é, sem exagero, um marco na história das histórias em quadrinhos. Seja de super-heróis ou não.

Tirando o fetiche que Snyder parece ter por cenas de ação em câmera lenta e violência explícita, é bom ver que ele não cometeu o pecado que eu já estava dando por garantido. E isso é muito mais do que se pode dizer, hoje em dia, de adaptações cinematográficas, seja de livros, histórias em quadrinhos ou qualquer outro veículo.

Watchmen, originalmente, tem vários níveis de leitura. Existe a história dos Homens-Minuto, que apresenta a morte da inocência, o Cargueiro Negro, que tem ligações metafóricas com a história principal, a dos Watchmen. Snyder escolheu concentrar-se na história principal. Os Homens-Minuto são apresentados, mas de forma bem mais superficial do que nos quadrinhos. A verdade é que certos detalhes não caberiam nunca em um filme.

Ok, o Coruja não é mais aquele barrigudo de meia-idade, a Espectral não fuma um cigarro a cada minuto, os uniformes não têm aquele colorido ingênuo que contrasta com a decadência moral e social de um mundo à beira de uma guerra nuclear. O ferimento no rosto do Comediante não o transfigurou como nos quadrinhos. Os heróis lutam como artistas marciais saídos de algum filme de Jet Li. Mas nenhuma dessas mudanças compromete a adaptação. São detalhes.

Além disso, sem querer estragar a surpresa de ninguém, vale dizer que o final difere dos quadrinhos e pode mesmo frustrar algum fã mais radical. Mas a ideia está lá, preservada e cruamente apresentada.

Como adaptação, Watchmen é válido. Meu temor não se justificou totalmente. Consegui realmente ver aquelas páginas que tanto admiro ganharem vida de uma maneira respeitosa na tela do cinema. Claro que a obra original de Alan Moore é muitas vezes superior.

Raros são os filmes que eu indico sem restrições, com a máxima convicção de que são obras imperdíveis. Lamento dizer que Watchmen não é um deles. Há restrições. Em primeiro lugar, não é um filme de super-heróis descerebrado, para diversão fácil. Então, se é isso que você procura (lamento por isso, na verdade), não gaste seu dinheiro com Watchmen. Também não é um tratado de filosofia e sociologia, nem uma obra-prima cinematográfica. Não tenha expectativas altas a esse respeito. Arrisco dizer que ele irá dividir opiniões e pode mesmo vir a ter problemas de bilheteria. Isso só o tempo poderá mostrar.

No caso do filme, portanto, não digo “vá” nem “não vá”. Decida por sua conta e risco.

 

Aqui vale uma observação ácida: A frase de venda do filme, “do visionário diretor de 300”, é para lá de pretensiosa.

 

O que posso realmente indicar, como já fiz anteriormente, é a obra original.

A Panini (finalmente!) lançou Watchmen em duas versões. Uma em capa dura, para livrarias. Na Fnac e na Saraiva sai por uns R$ 94,00. O preço original sugerido é de R$ 120,00. A outra é para bancas. O miolo em papel jornal e em dois volumes, cada um a R$ 28,90.

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A liberdade que o carro te dá

Janeiro 29, 2009

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Anardeus e a moda

Janeiro 29, 2009

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Bons quadrinhos, s´il vous plait – Sillage

Janeiro 24, 2009

Um dos representantes da nova geração de quadrinhos franceses. Sillage.

Sillage teve, pelo menos, quatro álbuns publicados em Portugal (com o nome Senda). Originalmente, são 11.

A dupla responsável, Jean David Morvan (texto) e Philippe Buchet (arte) já tiveram um trabalho publicado por aqui: Wolverine – Saudade. Não foi o melhor momento deles.

A Panini andou se aventurando, recentemente, na publicação de quadrinhos europeus. XIII e Blacksad, por exemplo. Mas não passa da ponta de um sensacional iceberg. Por vários motivos, estamos carentes de editoras que publiquem as boas obras européias. Estamos extremamente viciados na duplinha Marvel-DC. A coisa está tão estranha, que já vi gente defendendo a novela “mutantes – caminhos do coração” como uma iniciativa que divulga o hábito de ler quadrinhos para o brasileiro. Para os que defendem essa bobagem, por favor, pensem um pouquinho antes de proferir tamanha fanfarronice.

Mas este não é um post sobre idiotices. É sobre um quadrinho francês muito bom.

Sillage conta a história de Navis, uma humana, única sobrevivente de uma nave que caiu em um planeta selvagem. Ela é encontrada por alienígenas de um comboio de colonizadores de diversas espécies: Sillage.

O primeiro álbum conta a resistência de Navis à invasão de seu planeta e sua subseqüente captura e inclusão no comboio. Nos números seguintes, acompanhamos Navis tornando-se uma agente especial a serviço do conselho geral de Sillage.

É uma história de ficção científica e aventura, com todos os ingredientes que tornam o gênero atraente e divertido. Sillage é inteligente, mas não é genial. Se você procura isso, continue lendo Frank Herbert e Asimov. Se você quer se divertir sem ser insultado, Sillage traz as metáforas e questionamentos que se espera encontrar em uma boa ficção científica, bastante ação e surpresas. O desenho é sensacional. Simples, dinâmico e muito competente.

Espero realmente que alguma editora brasileira se interesse por publicar Sillage por aqui. Mas é pouco provável. Ao que parece, editoras que se aventuram nos bons quadrinhos acabam amargando revezes desagradáveis. Veja a situação da Conrad e da Pixel, por exemplo.

Se você não quiser esperar, aconselho a procurar as edições em francês, que podem ser encontradas na Amazon da França, ou encomendadas pela Livraria Cultura.

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(Se este post foi útil, comente. Se você pretende defender “caminhos do coração”… não perca seu tempo, nem o meu).